Histórias de Black Friday

Milton Jacomini Neto (Engenheiro de Software), Fábio, Dimmy e Lívia Silva (Analista de qualidade) se juntaram para conversar sobre a Black Friday e relembraram histórias e episódios que só esse super evento do ano pode proporcionar.

“Quando tudo era mato…” as coisas não eram tão simples, mas a evolução das tecnologias traz certa segurança para os profissionais tech no momento mais quente do ano. Quer ver o que rolou? Confira com a gente!

“Black Friday Old School”

Segundo nossos especialistas do time de tecnologia, houve uma mudança radical na forma de se fazer Black Friday na internet brasileira. Anos atrás, meia-noite era o momento de “abrir a porteira” e esperar o pior, o desespero.

O acesso era muito massivo no momento em que o relógio apontava 00h e todos os lojistas mudavam suas páginas ao mesmo tempo. A “porrada” inicial era muito forte.

Todo mundo junto, ligado, vendo páginas dos concorrentes caindo (ou até mesmo a sua própria) e o nervosismo tomava conta. Com o passar do tempo, algumas medidas importantes começaram a ser tomadas.

Por exemplo, a possibilidade de virada do site no dia anterior, a fim de que o tráfego fizesse a rampa de maneira mais lenta e segura. Ainda assim, quem não estivesse em cloud, com capacidade de escalar rápido, ia sentir o golpe.

Por aqui, a gente teve nossos problemas e também “soube sofrer”. Certa vez, o banco de dados não aguentou a taxa de inserção de informações e caiu. A correria foi grande para subir e promover um banco de dados Slave para Master e reapontar todas as aplicações para esse novo Master.

Pensa num momento TENSO…

“Eu gosto da analogia que a gente usou para esse momento: como se a gente estivesse em um voo em que nós simplesmente pegamos todos os passageiros e colocamos em outro avião.”

Lívia Silva — Analista de Qualidade

Para complementar o cenário um tanto quanto caótico, até 2018/19, a gente tinha um banco com cerca de 40/50 milhões de ofertas, com até 200 milhões de atualizações em um dia, em cima do banco Master.

Isso era bem grave porque:

- A principal cena de horror seria o site cair;

- Mas a segunda pior cena seria o banco Master cair, o que faria o site ele sobreviver por cash, mas a gente parava de atualizar ofertas e estoque e não conseguia fechar a compra no checkout, no marketplace da Mosaico.

Começando a virar o jogo

Com a experiência desse período, o time de infraestrutura da Mosaico montou um plano de contingência bem sólido. Quando aconteceu um problema como o citado acima, o plano fez com que o usuário não tivesse percepção dos erros, o que nos gerou poucos danos.

Até 2019, os lojistas viravam o portfólio deles aqui na Mosaico somente na quinta ou na sexta-feira, aguardando o dia do evento para fazer a atualização das ofertas em escala. Isso era ruim para nós e para os lojistas porque gerava uma demanda de infraestrutura muito grande para aquele momento.

O problema era multiplicado pelo número de lojistas que temos aqui dentro. Ao longo de 2020, 2021 e, ao que tudo indica 2022, essa dinâmica mudou bastante.

Os lojistas começaram a virar o portfólio com mais antecedência. Tem lojista que vira o portfólio na terça, tem lojista que vira na quarta…então há essa diluição saudável do número de atualizações.

Lidamos com até 4 bilhões de imagens principais aqui na Mosaico. Cada uma delas com 8 ou 10 thumbs. Perceba o tamanho de informação.

Histórias engraçadas são sobre erros? Saiba como lidar…

“Nas melhores histórias, herói sempre morre no final”

No final das contas, mesmo que em tecnologia, tudo é sobre pessoas. Skill técnica se ganha com o tempo, com as horas de estudo e os laboratórios de teste. Contudo, nada substitui saber trabalhar com pessoas e em equipe.

No momento de falha generalizada, de ninguém saber o que está acontecendo, o trabalho em conjunto, gera mais segurança. Alguém identifica o erro, uma segunda pessoa sabe como consertar o erro e uma terceira te dá o acesso para você resolver aquele erro.

Nada substitui o trabalho com pessoas. A dica para a trilha profissional e para boas Black Fridays é gostar de gente. Você nunca vai resolver tudo sozinho. Lembrando: não tente ser um herói, porque nas melhores histórias, o herói morre no final.

O time de tech considera essa a grande soft skill: o trabalho em cooperação. Na Mosaico, a gente se ajuda muito. Ninguém tenta ser melhor que o outro. E quem chega novo por aqui, sempre destaca isso.

A gente lida com problemas que têm escalas muito complicadas para TI. Não é uma equipe ou um grupo pequeno que vão trazer a solução geral, mas sim o trabalho de várias mentes pensando juntas. E que assim seja para o sucesso de todas as Black Fridays e todas as outras sextas-feiras do ano!

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